Queridos Amigos Blogueiros,
vou falar sobre algo que está me acompanhando muito tempo.
A dor parece comum a todos os seres humanos, contudo, em mim,
ela parece ser em determinados momentos amiga, e em outros, uma inimiga que
fere minha alma, machuca meu corpo, invade minha mente e amassa meu coração.
Sinto como se ninguém mais pudesse entender o que sinto,
como se ela fosse de alguma forma, exclusividade minha, e os outros, quando
falam dela, parece que nem é a mesma coisa.
Ela, a dor, pega muito pesado comigo, me julga, me condena e
ela própria, executa o apenamento que me foi dado, por seus critérios.
Dizem que ela, a dor, faz com que as pessoas se sintam mais
humanos, e percebam que tudo e todos são iguais, que coisa estúpida, eu sempre
soube disso, sempre entendi que todos são iguais, nas alegrias e tristezas, e o
resto, ah o resto não quer dizer nada.
Vou por um caminho, penso que consegui me esconder dela, e
quando menos imagino, lá está ela na minha cola.
Também tentei correr muito rápido dela, já tive até alguma
vantagem, mas, ela me alcançou e novamente ficou ao meu lado.
Como posso dizer para ela que não quero mais que ela fique
nem perto, nem ao lado, nem em lugar nenhum que eu esteja, e ela, mesmo assim,
com toda certeza, vai entender, me perdoar, e continuar me ladeando.
Às vezes me sinto mais forte que ela, resisto suas
investidas, e até consigo ser sarcástico com ela, dando risadas de suas
tentativas de me incomodar, aí, concluo que ela percebendo meu jeito, dá uma
escapadinha, para não sair por baixo.
Pena que isto não acontece sempre, pois passa um tempo, ela
se fortalece de alguma forma que nem imagino, e vem como um trator querendo
esmagar tudo o que há em mim.
Como posso matar essa dor e me ver livre da sua presença
nefasta e destruidora?
Não me importaria em ser assassino de algo que já me fez
sofrer tantas vezes de formas tão criteriosamente estudadas para me arrasar por
completo.
Ah essa dor, esqueci de falar algo que lhe é tão
característico, eventualmente ela se esconde, e eu penso que ela me esqueceu,
que achou outra pessoa mais interessante, se perdeu, sei lá, aí me acostumo um
pequeno tempo sem ela, fico feliz.
De repente, ela vem com um furor, com uma rapidez que nem dá
para entender por qual caminho ela chegou, e pega minhas forças como se fossem
peixes numa rede.
Fico perplexo, fraco, tonto, e até perceber que atitude devo
tomar para poder me livrar ou ter um pouco de movimento e escapar, ela me deixa
sangrando.
Quem sai aí, é ela, e sai me vendo abatido e jogado no chão,
dá uma olhada, e neste pequeno instante, este olhar diz assim: Me espera, eu
volto rápido, não terminei.
Enfim, é assim que a dor me trata, mesmo tentando fugir,
reagir ou arrumar alguma forma, golpe ou estratégia para um dia quem sabe,
destruí-la de vez.
Espero que, quando isso um dia aconteça, não me destrua
junto com ela, por estar tão perto desta inimiga.
Um grande abraço,
do amigo,

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יקרים לאורחים,
תודה נוכחותך כאן באזור זה, אז תן לי כבוד וגורם לי להרגיש מאוד שמח.
תמיד לחזור.
חיבוק,
פאביו לואיס STOER